domingo, 11 de dezembro de 2011

BRASIL: MOSTRA A TUA CARA!!

Assistindo a mais uma comédia romântica típica americana, comecei a sair do circuito, o "Tico" e o "Teco" embaralharam, não me restou outra opção: comecei  a divagar sobre o amor. Não o formatado, o certinho, mas o que é excluído, incomoda, sofre julgamentos desnecessários e apanha na rua.
Está sendo veiculado na tv um comercial de cunho político cujo mote é : Homem+ Mulher = Família. Chama a atenção como o conceito "Família" é colocado. Se duas mulheres com um filho e um casamento estável, ou dois homens, ou seja qual for o exemplo discriminado de união onde o amor, a dignidade e o respeito imperam e a sociedade insiste em jogar para debaixo do tapete, isso é inaceitável.
As pessoas fazem piadas, agridem, pais ainda usam o bordão: "prefiro meu filho ladrão, a gay". Será possível que ainda estamos no tempo das cavernas?


Conversando com um grande amigo  recentemente ele soltou a máxima: o que irrita, o que faz os "Pit-boys" agirem e está mexendo com a cabeça das pessoas é justamente o amor! Os gays estereotipados, os guetos, aqueles escondidos por um casamento conveniente, estão sendo substituídos por seres humanos corajosos, capazes de mostrar sentimentos, lutar por seus direitos, isso sim incomoda.
É a capacidade de amar do ser humano, a grande questão e  independe de uma leitura impotente e discriminatória. Não vamos impedir os agressores, os risinhos disfarçados, os olhares inconvenientes, porém a primeira centelha de um grande fogo irresistível já surgiu quando o Supremo Tribunal Federal reconheceu  a união homoafetiva e vários casais apareceram para uma cerimônia coletiva. Com uma felicidade capaz de transpor qualquer barreira, até mesmo a de mostrar a cara, vários deram entrevista, falaram de paixão, realização, sonhos e as pessoas assistiram no conforto de seus lares, uma combinação exata de liberdade e coragem, com pitadas de orgulho, de estar ali naquele momento e de alguma forma, fazer a diferença.



Não consegui mesmo voltar ao filme, nem precisava, pois o final é sempre o mesmo. O importante agora é assistir a este novo filme, candidato a "Blockbuster", onde os personagens são como qualquer outro: amam, traem, são ciumentos, egoístas, inteligentes, gordos, magros, alegres, como a vida é. Não precisam de julgamento, nem sobrenome ou apelidos, precisam de liberdade para andar pelas ruas em paz.
E se Deus deu uma vidinha para cada um de nós, cada um que viva a sua!

                                                                   Jorge Ricardo.

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