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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

FILMES - Lançamentos nesta Sexta-feira (13/janeiro)

Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras
Gênero: Ação e Mistério
Origem: Estados Unidos
Direção: Guy Ritchie
Roteiro:
Arthur Conan Doyle e Kieran Mulroney
SINOPSE
Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) sempre foi o homem mais inteligente em qualquer lugar... até agora. Existe um novo e maior gênio do crime, o Professor Moriarty (Jared Harris), e ele não apenas é igual a Holmes intelectuamente, mas sua capacidade para o mal, aliada a uma completa falta de consciência, podem realmente dar-lhe uma vantagem sobre o famoso detetive. Quando o príncipe herdeiro da Áustria é encontrado morto, a prova, interpretada pelo Inspetor Lestrade (Eddie Marsan), aponta para suicídio. Mas Sherlock Holmes deduz que o príncipe tenha sido vítima de um assassinato, que é apenas uma peça de um quebra-cabeça maior e muito mais portentoso, desenhado pelo professor Moriarty.
L`Apollonide - Os Amores Da Casa De Tolerância

Gênero: Drama
Duração: 122 min.
Origem:
França
Direção: Bertrand Bonello
Roteiro:
Bertrand Bonello
Censura: 16 anos
SINOPSE
Início do século XX: o bordel L’Apollonide está vivendo seus últimos dias. Neste mundo fechado, onde alguns homens se apaixonam e outros se tornam viciosamente dependentes, as garotas dividem seus segredos, suas rivalidades, seus medos e suas dores.

O Espião que Sabia Demais
Gênero: Suspense
Duração:
127 min.
Origem:
Reino Unido, França e Alemanha
Direção: Tomas Alfredson
Roteiro:
John le Carré e Peter Straughan

SINOPSE
Baseado em best-seller de John Le Carré. No final do período da Guerra Fria, George Smiley (Gary Oldman), um dos veteranos membros do Circus, divisão de elite do Serviço Secreto Inglês, é chamado para descobrir quem é o agente duplo que trabalhou durante anos também para os soviéticos. Todos são suspeitos, mas como também foram altamente treinados para dissimular e trabalhar em condições de extrema tensão, todo cuidado é pouco. George precisa indicar o espião e não pode errar.

A Hora da Escuridão
Gênero: Ação, Terror, Ficção Científica e Suspense
Origem: Estados Unidos
Estreia:
13 de Janeiro de 2012
Direção:
Chris Gorak
Roteiro:
Jon Spaihts e Leslie Bohem

SINOPSE
Quatro jovens se veem perdidos em Moscou, lutando para sobreviver após um devastador ataque alienígena. Efeitos visuais espantosos do cineasta Timur Bekmambetov com a visão sólida e pós-apocalíptica do diretor Chris Gorak.

Por Rosana Cidade

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

AS CONTRADIÇÕES DO CINEMA BRASILEIRO

O cinema brasileiro vivenciou um ano de números contraditórios. Enquanto as salas estiveram lotadas e o público compareceu em peso para assistir aos grandes lançamentos internacionais, o meio foi praticamente deixado de lado pelos anunciantes e pelas agências na elaboração dos planos de mídia.

Pelo lado positivo, o cinema bateu recordes no Brasil. No último ano, 141,7 milhões de ingressos foram vendidos, o que representa um aumento de 5% em relação ao ano de 2010 – que teve o arrasador Tropa de Elite que, sozinho, levou mais de 11 milhões de pessoas às salas de cinema nacional.

Ao contrário de 2010, o ano passado não teve um destaque isolado de determinado filme, mas acabou sendo muito bom para o mercado cinematográfico no conjunto geral. O faturamento total das bilheterias das salas de cinema do País foi de R$ 1,4 bilhão, superior ao total de 2010, que foi de R$ 1,24 bilhão. Os dados foram divulgados pela Filme B, que analisa e monitora o mercado cinematográfico nacional.

Segundo as estatísticas do portal, 333 filmes foram exibidos nas salas de cinema do Brasil no ano passado. Desses, o campeão (em termos de renda gerada) foi a animação Rio, feita pelo brasileiro Carlos Saldanha. Feito em 3D (fator que colabora para o preço maior do ingresso e, consequentemente, a elevação do valor arrecadado com a bilheteria), o filme que narra a saga da arara azul Blu rendeu R$ 68,734 milhões de faturamento. Em segundo lugar ficou o filme Amanhecer – Parte 1, da saga Crepúsculo, que gerou uma renda de R$ 64,141 milhões.

Apesar de estar na vice-liderança no faturamento, a história dos vampiros ficou em primeiro lugar na lista dos filmes com maior público no ano. A primeira parte do último capítulo da saga Crepúsculo levou 6,9 milhões de pessoas aos cinemas. Já Rio fechou o ano com um publico de 6,3 milhões de pessoas.

Público em alta, publicidade em baixa

Mesmo com esses bons números, o meio cinema ainda foi pouco explorado como mídia. Entre os meses de janeiro e outubro de 2011, de acordo com as últimas análises do projeto Inter-Meios, o setor encolheu 5,10% em faturamento com publicidade, em comparação com o mesmo período de 2010, recebendo R$ 69 milhões de investimentos.

Para se ter uma ideia da pouca representatividade do setor, de todo o montante investido em publicidade no Brasil, em todas as mídias (TV Aberta, TV Paga, Rádio, Internet, Mídia Exterior, Jornais, etc), o cinema abocanha apenas 0,30%.

Veja a lista dos filmes que mais faturaram (em bilheteria) no Brasil em 2011:

1- Rio – R$ 68,734 milhões
2- Amanhecer – Parte 1 – R$ 64,141
3- Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 – R$ 57,730
4- Os Smurfs – R$ 52,198
5- Piratas do Caribe 4 – R$ 49,226
6- Enrolados – R$ 39,803
7- Gato de Botas – R$ 36,051
8- Transformers: o lado oculto da lua – R$ 35,916
9- Carros 2 – R$ 33,730
10- Velozes e Furiosos - R$ 33,41

Por Rosana Cidade
Fonte: Meio & Mensagem

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

SEXO,LIBERDADE,GENIALIDADE: ALMODÓVAR!

Pedro Almodóvar Caballero, ou simplesmente Almodóvar é o cineasta espanhol com uma filmografia mais do que interessante,  exuberante. Carregado nas tintas, no kitsch, na sexualidade reprimida e com um enfoque especial nas mulheres fortes, construiu obras de intensa voltagem dramática. O Kitsch tão comentado e tão usado por este Diretor surpreendente remete à sua filmografia mais antiga, onde ele abusava das cores, do figurino quase cafona, dos personagens excêntricos, das mulheres, sempre elas, com suas doses exageradas de drama e comédia, com uma linha tênue entre elas.

Homossexual assumido, possui em sua arte a mistura da pintura, teatro, música e dos elementos necessários para ir da comédia rasgada ao melodrama assumido, sempre com distância mínima entre os opostos. Sua idade é mais um dos grandes mistérios que todos tentam descobrir. Teria nascido em 1949, 50 e 51. Uma de suas tão famosas frases é: "Existe a necessidade absoluta de se sentir desejado e neste círculo do desejo é muito raro que dois desejos se encontrem e se correspondam, o que é uma das grandes tragédias do ser humano".


Um diretor de obsessões, transgressor, colocando sempre na fala de seus personagens as falas mais bizarras e grosseiras, sempre com uma naturalidade desconcertante. Femininas, frágeis, misteriosas, histéricas, a mulher sempre foi o ideal melodramático daquele que brinca sempre com a sexualidade desconstruindo homem, mulher, transsexual, travesti. Os homens na maioria das vezes são os vilões, machistas que são eliminados deste mundo exclusivo e a batalha metáforica contra o preconceito surge na forma dos rejeitados e das cenas marcantes onde estupro, drogas e diferentes formas de amor surgem na tela como um tapa, vindo acordar um público, que nos anos 80 sentia o impacto do novo, o frescor de um vento libertador, onde a originalidade e a estética marcaram uma geração ávida por uma linguagem sincera e cortante.


Como o fim do Franquismo, a "Movida Madrilenã" efervecência social que tomou Madri, mostrou o mundo a partir de 1974, um realizador provocante e disposto a ir contra os preconceitos arcaicos da época. Colocando  o foco em uma época difícil, convém explicar a chegada de Francisco Franco ao poder em 1937. Foram três décadas de um regime extremamente conservador, sobrevivendo até mesmo a queda de Mussolini e Hitler, aliados à sua chegada ao poder. As películas eram filmadas em Super 8 e mostravam o tom certo de liberdade e peculiaridade constantes no decorrer da carreira de nosso diretor: "Duas putas ou história de amor que termina em bodas", "A Queda de Sodoma", "Sexo vai... Sexo vem" e o primeiro longa "Pepi,Lucy, Bom e outras chicas de montão" manteve o estilo escrachado e aumentou o número de fãs, um começo libertador para o que viria logo a seguir.


"Labirinto de Paixões" com uma de suas colaboradoras Cecilia Roth, mostrou o caminho da paixão obsessiva. Foi eufórico, performático, exibicionista, o primeiro longa cheio de desejos, vida e não se preocupando muito com a coerência narrativa, mais tarde obrigatória em todos os seus longas. As freiras nada conservadoras de "Maus Hábitos", "Matador" e "Lei do Desejo", politicamente incorretos e cheios das obsessões do diretor: O melodrama rasgado, paixões obsessivas, intensidade e sempre a questão perda e morte. Foi então o momento de sua descoberta por Hollywood. A passagem veio com"Mulheres à beira de um ataque de nervos", sucesso imediato, graças a muito colorido, uma Carmen Maura espetacular, um roteiro engraçado, leve e Antonio Banderas sexy, preparando-se também para alçar vôo.


Os riscos de ser "Cult" e manter um padrão para agradar ao público ávido pelo mesmo estilo só esteve em "Ata-me", outra parceria com Banderas, o latino sexy, apaixonado, conquistando o mundo e fechando o ciclo, para ousar nos filmes seguintes. Não caberia na sempre inovadora filmografia de Almodóvar o termo Cult. Apesar de amado por uma legião de fãs, ele acaba desconstruindo com enorme talento qualquer estereótipo, dividindo opiniões, conseguindo até mesmo confundir os críticos e só isso já basta para provar seu horror à mesmice.
"Kika" escandalizou com uma cena de estupro enorme e incômoda para a época, usou figurinos de Jean Paul Gaultier e espetou a imprensa com a personagem "Andrea Caracortada" uma jornalista sem ética ou limites. "De Salto alto" foi a parceria inesperada com Miguel Bosé, feito conscientemente para agradar as platéias dos festivais. Vaidade? Quem nunca teve, atire a primeira pedra.


Marisa Paredes, parceira constante foi a protagonista do singelo "A Flor do meu segredo", melodrama sem pudor, reafirmando seu amor pelas mulheres aparentemente frágeis, responsáveis por grandes segredos, sacrifícios e uma força e amor incontroláveis. "Carne Trêmula" iniciou a fase decepção amorosa, obsessão e  uma fantástica parceria com o teatro, dança e música. Fase nova, criando identificação imediata com as platéia encantadas com "Tudo Sobre minha mãe", parceria das incríveis Marisa Paredes e Cecilia Roth, em um filme emocionante.


"Fale com ela" trouxe a arte, a paixão, a obsessão e o amor impossível dentro de uma cadeia de acontecimentos imprevisíveis. Enquanto as personagens femininas se mantinham impassíveis em um hospital, os homens são obrigados a questionar tudo, até mesmo o limite de uma amizade nascida de uma tragédia. Emocionante a cada cena, ainda traz o charme de Geraldine Chaplin para coroar este show de roteiro e interpretações.
O brilho se manteve com menos intensidade em "Má Educação" com Gael Garcia Bernal, mas reapareceria logo depois com "Volver". Elenco impecável e a volta de Carmen Maura ao lado de Penélope Cruz num duo espetacular, dentro de um roteiro de emoções à flor da pele, do amor familiar e da morte, uma obsessão recorrente, que encontra dentro deste longa uma solução que redefine toda uma perspectiva lúcida, para nos trazer o lúdico e nos fazer cúmplices de uma família onde todas as mulheres e suas amigas dimensionam uma vida mais do que trágica, real e de rachar o coração.


Neste momento o homem que tornava as mulheres peças-chave e os homens coadjuvantes nos entrega de mão beijada um fascinante retrato de um homem duplo, Mateo ou Harry carregando nas costas a dor do amor perdido. É uma trama onde a louca paixão, o ciúme doentio e a beleza muito bem fotografada de  Penélope Cruz, são o início da retratação aos personagens masculinos, relegados a segundo plano, mas com a atuação hipnótica de Luis Homar, dilacerante na pele de um escritor cego e misterioso, traz à tona um carrossel de imagens grandiosas e cheias de significado. A Mais intrigante delas a escultura móbile, em uma encruzilhada responsável por mudar a vida do protagonista e inspirar piedade por um ser humano frágil e fascinante, usando um pseudônimo para apagar toda a sua vida anterior,mas obrigado a enfrentar seus fantasmas para viver em paz com sua dor.


Neste momento o homem que tornava as mulheres peças-chave e os homens coadjuvantes nos entrega de mão beijada um fascinante retrato de um homem duplo, Mateo ou Harry carregando nas costas a dor do amor perdido. É uma trama onde a louca paixão, o ciúme doentio e a beleza muito bem fotografada de  Penélope Cruz, são o início da retratação aos personagens masculinos, relegados a segundo plano, mas com a atuação hipnótica de Luis Homar, dilacerante na pele de um escritor cego e misterioso, traz à tona um carrossel de imagens grandiosas e cheias de significado. A Mais intrigante delas a escultura móbile, em uma encruzilhada responsável por mudar a vida do protagonista e inspirar piedade por um ser humano frágil e fascinante, usando um pseudônimo para apagar toda a sua vida anterior,mas obrigado a enfrentar seus fantasmas para viver em paz com sua dor.

     
Material gentilmente cedido pela Revista Eletrônica "Vintage Magazine".









UM GRANDE AMOR À FLOR DA PELE.

Um famoso cirurgião plástico inconformado com a morte da esposa, uma pele criada em laboratório a partir do desejo de salvar a mulher e o alvo atual desta obsessão. São tempos que norteiam o vértice deste novo e muito curioso longa de Pedro Almodóvar, onde ele reedita sua antiga parceria com Antonio Banderas. Em "A Pele que Habito", o mistério está presente em cada cena de um diretor econômico, contido nas cores, longe de toda a estética e da emoção presente nos filmes anteriores.




Sempre com a mão firme na direção, o bolo não desanda em parte pela excelente atuação de Elena Anaya, que apenas com um olhar consegue mostrar todo o sofrimento, a dualidade, o desespero de uma situação de submissão, enquanto Banderas continua com a mesma máscara para todas as cenas, perdendo credulidade e não convencendo como um homem à beira da loucura, que em nenhum momento nos dá um pequeno sinal de toda a transformação e nuances de um personagem rico, vivendo sob o peso constante da tragédia e dominado pela sombra de uma grande decepção.




domingo, 11 de dezembro de 2011

BRASIL: MOSTRA A TUA CARA!!

Assistindo a mais uma comédia romântica típica americana, comecei a sair do circuito, o "Tico" e o "Teco" embaralharam, não me restou outra opção: comecei  a divagar sobre o amor. Não o formatado, o certinho, mas o que é excluído, incomoda, sofre julgamentos desnecessários e apanha na rua.
Está sendo veiculado na tv um comercial de cunho político cujo mote é : Homem+ Mulher = Família. Chama a atenção como o conceito "Família" é colocado. Se duas mulheres com um filho e um casamento estável, ou dois homens, ou seja qual for o exemplo discriminado de união onde o amor, a dignidade e o respeito imperam e a sociedade insiste em jogar para debaixo do tapete, isso é inaceitável.
As pessoas fazem piadas, agridem, pais ainda usam o bordão: "prefiro meu filho ladrão, a gay". Será possível que ainda estamos no tempo das cavernas?


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

QUEM AINDA NÃO AMOU, ATIRE A PRIMEIRA FLECHA!

Todas as formas de amor valem a pena, aliás quando escutamos ou presenciamos algo sobre uma desilusão amorosa o que ouvimos é: "Amar é muito engrandecedor" ou "Amar alimenta a alma e o coração". Ótimo, amor é um sentimento puro, maravilhoso, indiscutível... e quanto a ser amado? Será verdade a  teoria insistente em tentar provar a veracidade da frase: entre duas pessoas vivendo este momento da paixão, do amor em seu ápice, uma delas está mais envolvida, mais apaixonada e a outra apesar de amar não está na mesma sintonia?

O amor conhece vários momentos, o da paixão incontrolável, da convivência que nos dá a exata medida do respeito e do companheirismo e de respeitar os limites do outro. A importância da fidelidade e da lealdade, pois são diferentes e funcionam adequadamente para cada casal envolvido. O fantasma da traição, o sexo, a princípio de uma voracidade diária, normalmente vai se adequando e tendo mais qualidade do que quantidade. Não adianta a exaustão, ninguém é melhor quando quer transar a cada hora, ou é desde que haja um consenso e as duas partes fiquem inteiramente satisfeitas.



Para cada casal a riqueza nas diferentes maneiras de amar é indiscutível. O beijo é sempre uma manifestação importante, pois alguns pares reclamam muito da falta dele em anos de relação. Aliás o mais gostoso é o mistério, não há receita, os parceiros encontram cada um a sua. As briguinhas domésticas são constantes e não há como ser diferente, são dois seres com temperamentos, manias, humor e vários problemas encontrando-se a cada pedaço da casa. Neste momento o carinho, compreensão e uma boa conversa são os temperos necessários para acalmar os ânimos, felizmente onde existe amor as pequenas implicâncias diárias são uma constante e terminam com um bom chamego.




Importante é: preservar a pessoa amada, ser companheiro(a), não acumular mágoas, pois se algo está incomodando é melhor resolver logo. Vivemos um momento de relacionamentos rápidos, paixões arrebatadoras durando uma semana. A lei é: ficar, beijar, ir a algum lugar e no dia seguinte fica com o meu telefone e eu com o seu, pois não vamos nos falar novamente. Portanto se você achou o seu amor que gosta do seu cachorro, do seu filho(a), atura com bom humor a sua família mala e acima de tudo aceita seus momentos de privacidade e respeita seus amigos, não jogue isso pela janela nunca, pois ficar sozinho é muito bom, nos filmes, nas novelas. Na vida real o bom é curtir momentos inesquecíveis juntos, desde uma simples viagem, até mesmo estar com um saco de pipoca atracado no sofá vendo aquele filme que te faz chorar sempre.





                                                                            Jorge Ricardo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

OS ESPECIALISTAS E SEU BRUCUTU.

Os filmes de ação atualmente possuem uma cartilha impecável a ser seguida: perseguições bem orquestradas, muitas explosões, correrias, tensão e se possível para dar mais credibilidade a uma frase muito simples: "inspirado em fatos reais".

"Os Especialistas" em cartaz, espertamente usa esta cartilha e não o "Baseado em fatos..." que é muito mais comprometedor pois sugere uma fidelidade muito maior ao autor. O livro é "The Feather Man" de Ranulph Fiennes e o filme acompanha três personagens envolvidos na trama, o já famosos pela alcunha de Brucutu, Jason Stathan da trilogia "Carga Explosiva" e de muitas outras explosões, Robert De Niro o "Topa tudo por dinheiro" do momento e o classudo Clive Owen que imprime uma certa velocidade ao filme sendo o antagonista do personagem de Jason.

A trama um tanto confusa fala de um agente cansado de ser matador de aluguel, obrigado a voltar à matança para libertar o amigo em poder de um Xeque em Omã. A premissa é sempre a mesma só mudaram as locações: Londres e o exótico Omã (alguém por aí conhece?). Para atrapalhar mais ainda o enredo um pouquinho confuso entra em cena o personagem de Clive, que passa o filme caçando a equipe de Jason, responsável por vingar o Xeque pelos filhos assassinados em uma guerra provocada pelo SAS (Special Air Service) britânico.

Batendo no liquidificador sai um filme de ação pronto para o "Domingo Maior", cujo diretor já ganhador de um "Oscar" estréia aqui seu primeiro longa. Vamos dar uma segunda chance, já que pelo menos ele incluiu neste suposto filme denúncia, uma atriz linda chamada Yvonne Strahovsky, interesse amoroso do nosso protagonista, sempre com cara de mau e com o coração aberto a uma historinha de amor.

Tirando os vários minutos de explicações intermináveis, o filme acerta no quesito a que ele se propõe: ação e sem esquecer o destaque para um ótimo coadjuvante Dominic Purcell, ótimo como o faz tudo do personagem de Jason. Se for uma primeira sessão com direito a refrigerante e pipoca, funciona satisfatoriamente.

                                                                                Jorge Ricardo

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A DIVERSÃO NÃO É GARANTIDA.

A minha missão hoje é informar e alertar aos desavisados, algumas pérolas em cartaz nos nossos cinemas. Como cinéfilo e não crítico, a intenção é apenas comentar e não julgar, ainda que a máxima: bom gosto é algo difícil para chegarmos a uma conclusão, ( o termo popular não cabe nesta coluna).

Começamos com Vampiros e Lobisomens em "Amanhecer parte I". Fiel ao livro onde nada acontece, foi dividido em nome das gordas bilheterias dos anteriores. Um beijinho aqui, uma insinuação de sexo ali e Bella, a protagonista fica grávida do vampiro Edward! UAU! O diretor Bill Condon que nos colocou dentro do universo da Black Music em "Dreamgirls", deve estar com as contas atrasadas. O filme é arrastado e usa como desculpa os sentimentos dos personagens centrais: dúvidas, amor não correspondido, culpa e o mais forte de todos, o sentimento materno, parei! 4 Milhões de pagantes já garantiram até agora o sucesso da franquia.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

QUEM ESTÁ COM O SONO ATRASADO???

São 72 anos de idade e 24 filmes, alguns deles como "Os Garotos Perdidos" e "Um Dia de Fúria". Joel Schumacher nos entrega mais um produto de sua tão variada filmografia, "Reféns"com Nicolas Cage e Nicole Kidman dois astros de peso e o candidato a estrela Cam Gigandet. Poderíamos resumir o filme como casal vivendo em bela mansão com a filha adolescente ( Liana Liberato, tentando seus 17 minutos de fama),enquanto bandidos invadem a casa em busca de uma fortuna. Tudo é extremamente mal feito, inclusive a entrada dos assaltantes óbvia demais e seus dramas pessoais, completamente inúteis e sem sentido.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

GIGANTES NA TELA.

O difícil relacionamento entre pai e filho. Dramas como "O Campeão" de Franco Zeffirelli de 1979, já era uma refilmagem e levou platéias ao redor do mundo a chorar pelo menino que sofre com o pai boxeador fracassado e bêbado. Jon Voight e Ricky Schroder, foram substituídos hoje por Hugh Jackman e Dakota Goyo em "Gigantes de Aço", onde os ringues pertencem não mais aos seres humanos, mas a robôs de aço de 900 quilos. É neste mundo que Charlie kenton, o personagem de Hugh, descobre um filho que sequer sonhou existir. Com a morte da mãe o menino precisa ficar com o pai ou a tia milionária e não é preciso somar mais do que 2+2 para desenrolar o resto da trama.




Não é demérito algum torcer pela felicidade deste pai ausente e do filho que aos poucos vai conquistando o seu espaço, se emocionar com as cenas recheadas de ótimos efeitos especiais, especialmente nas lutas entre as máquinas de metal. Acompanhar o lento desenrolar do fracasso do pai teimoso e do surgimento de um novo robô, descoberta óbvia do garoto, capaz de redimir os erros do passado e  responsável por algumas das melhores cenas do filme.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CINEMA FEITO PARA O PÚBLICO OU PARA OS CRÍTICOS?

Dois diretores cultuados e que possuem em comum o padrão estético responsável por atrair grandes nomes do meio hollywoodiano. Atores e atrizes que vivem de altos sálarios dispostos a um papel em seus filmes, sem pestanejar. Os diretores em questão são: Terrence Mallick de "Árvore da Vida" e Woody Allen de "Meia-noite em Paris". Vamos nos ater apenas a estes dois filmes, pois os dois  possuem uma forma peculiar de filmar: Terrence demora às vezes uma década para concluir um trabalho e Woody faz um filme por ano. Os dois são polêmicos (Terrence não se deixa fotografar e não dá entrevistas, nunca. Woody trocou a mulher pela enteada, décadas mais nova). 

Em "Árvore da vida" duas horas e vinte minutos de filme confrontam um pai rigoroso (Brad Pitt, ótimo), a esposa ( a grata surpresa Jessica Chastain), possuidora de todos os valores que equilibram a difícil relação de amor e ódio entre pai e filhos e um Sean Penn em aparicões ocasionais e mínimas como o filho que cresceu. O Sr. Mallick questiona a existência de Deus, coloca meia hora de cenas que são uma alusão à criação do universo (que parecem ter saído do Discovery Channel), com direito a dinossauro e tudo. O filme é cansativo e não aproveita os seus melhores momentos, aquele em que o pai autoritário e a mãe doce e equilibrada, confrontam o luto por um dos filhos que morreu e cenas em flashback, explicando a dificuldade no relacionamento das típicas famílias americanas que perderam seus filhos em guerras como o Vietnam.
A sala de cinema vai esvaziando aos poucos, as pessoas desistem, pois cinema ainda é entretenimento. Há de se pensar,debater, mas fica a impressão de um filme feito sob medida para os críticos, como o do jornal "O Globo" que o aplaudiu de pé!



Chega então Woody Allen com um filme que é uma Declaração de Amor a Paris. Lindo e com uma pegada que remete à "Rosa púrpura do Cairo". Desta vez um autor em crise, mergulha em uma Paris inacreditável. Viajando com a noiva e os sogros, acaba saindo à noite e bêbado entra em um carro que passa e o convida a um inocente passeio. Começa então uma viagem para a "era de ouro" e a "Belle Époque" com as figuras de Scott Fitzgerald, T.S. Elliot, Gertrudes Stein, Picasso, Buñuel, Salvador Dali, Hemingway, Cole Porter, Matisse... enfim, a cada noite ele chega ao mesmo local  e a mesma hora, onde o carro passa e faz o transporte para um passado sedutor, fascinante, em contraste com o presente que a cada minuto ele prefere esquecer.
O elenco está perfeito, a começar por Owen Wilson como o alter ego do diretor, passando por Marion Cotillard e Kathy Bates. A direção de arte e os figurinos impressionam.


O fato é: A simplicidade da narrativa de "Meia-noite em Paris" tem vigor, emociona, nos faz pensar e discute a máxima de  sempre acharmos melhor a época já vivida e nunca a atual, como se pudéssemos voltar no tempo e ter uma segunda chance, além de usar  um recurso mais do que vencedor no duelo entre os dois filmes: um roteiro surpreendente que só questiona nossa vontade de viver cada momento intensamente e com direito a um acerto de contas com nossas insatisfações e imperfeições. A propósito, alguém já caminhou por Paris abraçado, apaixonado e sob uma chuva com sabor de uma saudade do que ainda não viveu?  Pois é... isso é cinema!!

                                                Jorge Ricardo

terça-feira, 8 de novembro de 2011

EM TEMPO DE PENSARMOS NO NOSSO TEMPO.

Pode parecer apenas um filme de ação, vendido desta forma pois hoje, bilheteria é o termômetro do sucesso.O filme é "O Preço do amanhã". Seria aconselhável não subestimar o diretor, roteirista e produtor Andrew Niccol já que ele compõe um painel extremamente atual do mundo em que vivemos. Vamos ao básico: no futuro o gene do envelhecimento é desligado, humanos possuem um leitor no braço e podem se tornar imortais, porém o tempo virou a unidade monetária, todos vivem até os 25 anos e ganham mais um ano e cada vez precisam trabalhar mais para poder viver. Alguém sentiu um aroma de Karl Marx no ar? Pode parecer óbvio e acaba sendo interessante já que o tempo hoje para todos nós já é moeda de troca. Sem pieguice trabalha-se hoje cada vez mais em prol de uma classe vivendo em um mundo surreal, luxuoso e impenetrável, ou seja como no filme o personagem de Justin Timberlake corre contra o tempo para sobreviver, envolve-se com a filha do magnata/ vilão e num momento de pura filosofia acaba ganhando um século de vida, de um estranho ao gueto, onde os pobres vivem, que com 108 anos diz não aguentar mais viver.

Como todo filme de ação o mocinho foge o tempo todo, vive momentos românticos com Amanda Seyfried, que aos poucos toma consciência do seu falso mundo de conto de fadas e procura ganhar tempo, literalmente, enquanto mergulhamos em um mundo que na verdade é o nosso sistema financeiro, onde uns nascem com séculos de vida pela frente, enquanto outros só possuem 24 horas e precisam lutar, trabalhar ou roubar para não morrer. Nada poderia ser mais atual e o elenco de apoio possui os talentos de Olivia Wilde e Ciàran Hinds. O casal central não decepciona, Justin Timberlake confere veracidade ao papel e Amanda Seyfried mantém a frieza necessária ao papel. Ao mesmo tempo, o filme poderia com tantas cartas na manga, ser mais reflexão e menos ação, mas isso é claro, vai depender do comprometimento de cada um e da visão dos frequentadores do cinemão-pipoca, que não gostam muito de tramas um pouquinho mais densas.

O filme é imperdível para quem está conectado com o nosso mundo globalizado, as diferenças sociais gritantes, o caos financeiro e o nosso tempo que sem piada, vale ouro. Mais pontos, ou horas se necessário, para um diretor que já nos deu "Gattaca, experiência genética" e que sempre procurou espetar o que todo mundo vê e poucos se dão conta, como são preciosos nossos minutos, horas e dias que muitas vezes insistimos em ignorar com questões mesquinhas e sem sentido. Valeu Sr. Niccol!!




                                                     Jorge Ricardo.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

SONHO OU PESADELO?

Um diretor que pede a associação dos diretores americanos a retirada de seu nome do crédito de um filme. Poderia ser mais uma típica briga entre produtores responsabilizados por desconstruir toda a estrutura do longa metragem e um diretor polêmico. Só que o diretor chama-se Jim Sheridan e atrelado a este nome estão clássicos como:"Meu pé esquerdo" que deu o oscar a Daniel Day Lewis e Blenda Blethyn, "Em nome do pai", belíssimo drama que mostra a injustiça de uma condenação de pai e filho pela corte inglesa e finalmente "O Lutador", outro show de Daniel Day Lewis como um boxeador atormentado. Surge agora " A Casa dos Sonhos", um suspense com Daniel Craig, Naomi Watts e Rachel Weisz. O filme possui doses de suspense e os já conhecidos elementos habituais da casa assombrada, tipos suspeitos que rondam assustadoramente e um mistério que coloca os antigos moradores do local como vítimas de um assassinato cruel, o que tornaria a presença dos novos ocupantes, um pequeno incômodo para a comunidade local, já que o personagem de Craig começa a investigar e todos parecem mostrar um estranho desinteresse. o filme não é sensacionalista, Naomi Watts é quase uma coadjuvante e Jim não aprovou o resultado final. O filme não é propriamente um clássico e torna-se óbvio talvez graças a montagem autorizada sem o consentimento do diretor. É salvo pela força das atuações, traz um coadjuvante de peso, o sub aproveitado Elias Koteas, um final interessante e a tendência ao sobrenatural, porém com uma solução diferente, talvez pelo pulso firme e o talento de um diretor visivelmente deslocado. O que não ficou muito bem explicado foi o ronco suave e pausado, ouvido lá pelo meio do filme, duas cadeiras ao lado, bem...todos sabemos que o sono é o maior amigo da sala escura, sendo assim é recomendável descanso antes da sessão, como prevenção é claro!

                                                 Jorge Ricardo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ANTIGAS SALAS DE CINEMA...QUE SAUDADE!!!

E por falar em saudade... Lembrando de filmes que de uma certa forma marcaram um determinado momento de nossa passada pelo planeta, acabei me atendo aos cinemas que se foram e o quanto perdemos em salas maravilhosas, que acabaram virando igrejas, comércios ou estão simplesmente abandonadas. O Imperator no Méier com seus 2400 lugares era considerado o maior da América Latina, virou casa de shows e ficou um bom tempo fechado. Existe um projeto para revitalização que espero, seja rápido! E por aí uma coisa ligou a outra e o Vitória, Metro Boavista, Pathé, Palácio I e II no Centro, Carioca, América,Bruni Tijuca e outros do bairro (eram muitos), Cine Copacabana, Ricamar, Caruso, Rian, o Jóia hoje reformulado e com uma proposta de filmes alternativos, em um bairro onde só ficou o Roxy e que merecia mais atenção neste quesito. E vários outros bairros que possuíam suas salas de cinema que aos poucos foram fechando, deixando a opção única dos shoppings que hoje são os responsáveis por esse fascinante mundo, onde podemos nos transportar, rir, chorar, viver outras vidas e nos energizar! Sim, cinema é energia, faz bem à saúde e na verdade atualmente custa muito caro. Sim, os ingressos são um dos mais caros do mundo, em contrapartida aos serviços oferecidos!! Bom, mas quem é cinéfilo de carteirinha não se deixa abalar e luta pelo seu lugar (agora marcado), na salinha escura. Respira fundo e começa a sonhar infinitamente e sai de lá muito mais feliz, isso é inegável!!

                                                                                                                              Jorge Ricardo.

sábado, 23 de julho de 2011

HARRY POTTER:IT ALL ENDS!

Foram sete livros,oito filmes e uma legião de fãs no mundo inteiro. A saga do bruxinho que sobreviveu ao ataque mortal do poderoso Valdemort, chegou ao fim. Harry Potter e as Relíquias da morte parte II chega aos cinemas com um novo recorde: maior bilheteria de estréia em um fim de semana. Foram 485,1 milhões que a cada dia aumentam vertiginosamente mostrando o poder de fogo dos dez anos de filmagem e de 7 bilhões de dólares arrecadados. J.K.Rowling a autora, teve em David Yates um diretor à altura da complexidade de personagens,cenários e da grandiosidade do projeto. Fã confesso, testemunhei a emoção, as lágrimas e a despedida de uma platéia que surpreendeu, pois não era só de adolescentes e sim de todas as idades e tribos. Com um elenco que dispensa comentários: Alan Rickman, Kenneth Branagh,Ralph Fiennes,Maggie Smith,Helena Bonham Carter,Jason Isaacs, Gary Oldman,Brendan Gleeson,David Thewlis,Imelda Staunton,Emma Thompson,Michael Gambon,Jim Broadbent,John Hurt,Robbie Coltrane e tantos outros que somaram ao trio principal, Daniel Radcliffe,Rupert Grint e Emma Watson talento e respeito durante uma década. Hogwarts, a escola de magia, continuará pelo visto a receber novos alunos e o mal a princípio perdeu a batalha. Digo "a princípio", pois em se tratando da usina de sonhos e da bilheteria monumental, andando lado a lado durante todos esses anos, não se pode afirmar: Teria sido mesmo o fim?

                                                                                                                         Com todo o respeito, até qualquer hora, Harry!



                                                                                                                                                 Jorge Ricardo

domingo, 10 de julho de 2011

I LOVE YOU = O ATAQUE DOS VERMES MALDITOS???

Criatividade. Talvez seja essa palavra tão importante e cruscial o mote para o nosso bate papo de hoje. Não entendo como as distribuidoras costumam vender seus filmes para o grande público, com títulos tão chamativos e ao mesmo tempo tão inúteis. Dois exemplos excelentes são "Blue Valentine", com a tradução "Namorados para sempre", como assim? O filme é de uma altíssima carga dramática, mostrando justamente em dois planos o começo, cheio de sonhos e a realidade angustiante de uma relação, com certeza no fim. O casal central Michelle Williams(indicada ao Oscar pelo papel) e Ryan Gosling( que está sublime e obviamente não conseguiu uma vaguinha no bom senso dos acadêmicos), nos dão razões suficientes para pensar e repensar o amor e suas armadilhas. Não se pode chegar na bilheteria e achar que é uma comédia romântica, pois não é mesmo! Já Rabbit Hole, algo como "Toca do coelho", veio de "Reencontrando a felicidade"! Sem comentários, é demais! Um casal está completamente perdido com a morte do filho e encontram caminhos diferentes para conviver com a dor e o sofrimento. Não há felicidade em nenhum momento e Nicole Kidman e Aaron Eckhart mostram isso a cada minuto, tentando sobreviver, juntos, embora a lembrança seja dolorosa demais. São duas atuações primororosas, em que novamente só Nicole Kidman foi indicada. Bom, não adianta discutir opiniões baseadas em predileções ou simpatias pessoais, o que realmente importa é ter a atenção ao vender um filme, sem enganar o público que sai bem decepcionado do cinema. Para não errar é bom seguir o exemplo do último Woody Allen, o maravilhoso Midnight in Paris, traduzido ao pé da letra e que lembra a todo momento outro enorme sucesso desse diretor tão produtivo, quanto inconstante: "A Rosa púrpura do Cairo". Traduzir corretamente nem sempre nos leva a ter vontade de assistir ao filme, porém um pouco de coerência, faz jus ao bom senso do pessoal que é fã da tela gigante.


                                                                                                                                        Jorge Ricardo

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sobre Homens e Deuses.

O diretor Xavier Beauvois inspirou-se em um fato real para construir um excelente tratado sobre convicção religiosa e intolerância. Silêncio, cantos litúrgicos e atuações primorosas de Michael Lonsdale e Lambert Wilson povoam um monastério em montanhas argelinas, em contato direto com fundamentalistas islâmicos extremamente violentos. Este é apenas o ponto de partida para uma discussão, onde oito monges trapistas franceses convivem pacificamente com a população local e procuram através de uma fé inabalável, a resposta para as diferenças tão discutidas entre os seres humanos. Não é um filme com ritmo acelerado e pode ser considerado chato, pelos adeptos do bom e eficiente "Blockbuster", porém nos coloca diante de homens que acreditam em seus rituais, na força de suas orações, na harmonia e acima de tudo em princípios.
Com a Palma de Ouro em Cannes e o César de Melhor filme no currículo, o filme foi ignorado pela Academia de Artes e Ciências de Hollywood e não ficou entre os cinco finalistas a "Melhor filme estrangeiro". Não é realmente um filme comercial e o assunto é um tanto incômodo, áspero até. Resta a esperança daqueles que fogem ao padrão e ao óbvio e irão encontrar um motivo para reflexão, sem importar os longos silêncios, as dúvidas, os medos e acima de tudo saborear dentro de tudo isso "O Lago dos Cisnes" de Tchaikowsky, com esses homens acima de tudo, humanos e conscientes do perigo que os ronda a cada minuto. Imperdível.

                                                                                                                                                       Jorge Ricardo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cinema, como pode ser tão imprescindível?

Como não ser apaixonado quando o objeto amado corresponde de forma direta, objetiva, lúdica, sensual, alegre, enfim praticamente perfeita? Obviamente a perfeição é o sonho de consumo de qualquer um envolvido com arte, seja ela qual for, aliás hoje arte é um conceito que não tem fronteiras, regras, surpreende, instiga, move e faz pensar. O cinema é tudo isso e mais: nos ajuda a realizar nossos sonhos. Somos heróis, vilões, ricos, famosos, choramos e rimos sem ter que dar satisfações a ninguém, basta estar com um bom lenço e o esperto colírio no bolso! Escrever sobre cinema é uma responsabilidade deliciosa, porém, temos que fazer a diferença. Criticar é muito fácil, difícil é ser imparcial, mas afinal quem quer ser? E já que falamos em perfeição, eu estou muito distante dela. A vida já nos cobra tanto, pois então vamos nos relaxar e nos divertir.



                                                                                           Jorge Ricardo.